terça-feira, maio 04, 2004

Acho que talvez me sentisse mais seguro num país onde os ministros andassem de calças de ganga, ténis e t-shirts e os "stand up comedians" de fato completo e ainda piores cortes de cabelo (se bem que não tenha grande autoridade para falar em relação aos cortes de cabelo).
O curioso conceito de "parar para pensar antes de falar", surgiu na Europa durante a primeira metade do segundo quarto da Idade Média depois de um desajustado comentário dirigido pelo rei de França ao chapéu do seu homólogo inglês. É também originária desse acontecimento a tremenda aversão que os povos desses mesmos dois países sentem um pelo outro, embora ambos prefiram não falar abertamente acerca disso

terça-feira, abril 27, 2004


Ingénua e prematuramente julguei que nada poderia suplantar a fatídica cadeia de acontecimentos merdosos que me atingiu no início deste ano. É que só no espaço de uma semana desloquei o meu joelho (que ainda está algures em Benfica), descobri que o meu carro precisa de um transplante de cérebro que me vai custar um balúrdio e que a simpatia de um mecânico é directamente proporcional ao custo do arranjo (no último dia que por lá passei despediram-se de mim com flores e violinos, alguns chegaram mesmo a deixar escapar uma ou outra lágrima) e assisti horrorizado à taquicardia do meu computador (que felizmente começou a recuperar depois de eu ter apagado 42 gigabytes de fotografias das bailarinas do tchan).

domingo, abril 11, 2004

“Em Jerusalém um homem chegou atrasado à sua própria crucificação, o que inicialmente causou algum mau estar entre os espectadores. Tudo se ficou a dever a uma ingénua e comum desatenção: uma porta precipitadamente fechada com a chave correspondente imprestavelmente isolada do lado errado (e todos sabemos como é difícil encontrar um serralheiro de confiança em cima da hora).
O espectáculo no entanto viria a valer a pena e ficaria na memória de todos por muitos anos. Seguiram-se vários dias de festejos, alegria e fartura, no fim dos quais se decidiu que por via das dúvidas todos poderiam folgar aos domingos menos os serralheiros.”
(do livro perdido de Eliasebundo)

“…E a sua mulher se voltará para ele, o seu marido, e já não será uma mulher! E então o pecador irá perceber que tem um armário cheio de roupa de mulher que não é usada! E o pecador usará a roupa da sua mulher!! E irá gostar!!! E fará combinações de cores cada vez mais originais e interessantes…
(do livro de profecias de Mme. Campos)

domingo, março 21, 2004

O meu amigo mais bem sucedido na vida tem o seu próprio negócio. Tenho muita inveja dele por isso. Ele não precisa de ouvir chefes tentar justificar uma opção, só para não parecerem demasiado autoritários ou chefes a ser demasiado autoritários ou chefes.
O único senão são os clientes que passam a vida sempre a encontrar algum defeito: é o hamburguer que está mal passado ou a pita que já está fria ou a cerveja que não está suficientemente gelada ou a roulote que não abriga suficientemente da chuva...

domingo, março 14, 2004

Acho que já tenho bilhete para ver os "Pixies".
É uma pena que tenham de vir a um festival, gostava mais de os ver à séria, ou seja, no Coliseu (eles merecem e eu também). Os festivais são uma seca brutal como constatei na única vez em que assisti a um como deve de ser (durante três dias e com tenda de campismo e tudo). Passam-se horas a assistir às evoluções musicais de gajos que nunca verias na vida, caso não estivesses à espera daqueles que realmente te fizeram gastar um balúrdio para ali ir, e isso até poderia ser bom, essa novidade, mas não, normalmente não é.
E o pior de tudo é que como têm que tocar 300 bandas numa só noite, ouves para aí quatro canções e um encore e está tudo acabado. E se tiveres mesmo azar o Pacman e a namorada (eles são altitos) ficam mesmo à tua frente a lambuzarem-se um ao outro.
Os jogos de futebol aos domingos de manhã...
Não sabe nada bem acordar ao domingo às 9 horas, independentemente do que se fez ou do que se saiu na noite anterior, acho que só pode ser uma questão religiosa.
Mas eu até gosto de ir jogar (pouco, jogo muito pouco), de vestir o equipamento, calçar as meias até ao joelho e os deslocados ténis de futsal para ir dar uns toques na chincha ali para o piso sintético da universidade de agronomia (aquilo lá dentro é um mundo). Passa-se no entanto, algo de extremamente grave com aquele local, é que não passa uma semana em que não surjam conflitos graves e divergências insolúveis, há duas semanas atrás um colega de equipa teve o azar de falhar um golo de baliza aberta e foi prontamente abatido a tiro pelo defesa central que por sinal era seu irmão. Outros três habituais jogadores continuam ainda desaparecidos depois de uma acesa discussão por causa de uma bola-na-mão-barra-mão-na-bola.
Mas se há uma coisa que eu destesto ainda mais que as entradas de pitons em riste, ou as boladas vertiginosas em partes mesmo sensíveis do corpo é o jogador recém-chegado que berra com aqueles que ainda não conhece coisas do género:
É fácil!!; não custa nada!!; ou ainda, estou aqui estou a apoiar o Santana para Presidente!!
Se fosse fácil mais valia ficar em casa a dormir, pois não há coisa mais fácil, e sempre nos poupávamos a convivências perigosas.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

O Bartlomeu fala no seu blogue da porteira do seu prédio, o que ele não sabe acerca de porteiras de prédios é que algumas não são mesmo flores que se cheirem. A associação de condóminos do prédio do Humberto exige como requisito curricular que as suas porteiras tenham prestado serviços em estabelecimentos prisionais de alta segurança (se souberem partir a coluna a um tipo em trinta sítios diferentes com apenas um golpe, então basta que tenham frequentado estabelecimentos prisionais de alta segurança).
Além disso, a dita associação de condóminos advoga a prática de comportamentos no mínimo pidescos, senão vejamos, um morador que note a entrada no condomínio de um personagem estranho ao mesmo deve (não necessariamente por esta ordem): discretamente tentar inquirir o destino, o assunto e a ascendência familiar do visitante; desapercebidamente colocar-lhe um localizador electrónico no vestuário enquanto se faz conversa acerca do tempo; ludibriosamente, sob o pretexto de uma massagem chinesa desbloqueadora do "chi", fazer-lhe uma apurada revista corporal em busca de armas...
Comecei a sentir-me um pouco mal ali naquele frio átrio de entrada, sozinho, esperando que o Humberto descesse do 10º andar no elevador mais lento.
Esperando que fosse o Humberto.
Esperando que ele me reconhecesse.

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Decidi publicar um livro inteirinho só com "punchlines" de anedotas, aqui fica uma pequena amostra daquilo que lá poderão encontrar:

... e diz o Carlos Cruz à Bota Botilde: Sim!! Só que um tamanho abaixo!!!
ou ... e o Português corta-lhe o bigode!!
ou ainda ... diz o menino joãozinho: Duas tigelas!!

Bom, se quiserem ler mais só no livro, ou então podem esperar pelo formato televisivo, com a única diferença nesta opção, de que terão sem dúvida de ouvir uns quantos "caralho".

quinta-feira, janeiro 08, 2004

O informático

O informático é um bicho extremamente curioso na forma como interage com os da sua espécie (o informático não interage com outras espécies, principalmente quando são necessários). Possui uma linguagem própria repleta de analogias computadorizadas que normalmente lhe permite esquivar-se a situações potencialmente desagradáveis, como por exemplo o trabalho.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Este início de ano não está para brincadeiras, senão vejamos:
No dia 1 vi-me assolado por fortes febres e por reposições de recentes programas de televisão.
Passei os seguintes dias num estado de longínqua consciência e a trabalhar.
O wakeupandsmellthecoffee chegou quando descobri que um filho da puta qualquer me tinha arrombado a porta do carro e rebentado com a fechadura, desarrumando completamente a importantíssima papelada que eu tão prezadamente acumulo há mais de um ano. É uma sensação horrível de impotência aquela que se sente no dia seguinte no mecânico enquanto ele nos procura fazer o orçamento mais caro possível, porque vai ter que mandar vir a peça não sei de onde e porque estava a meio do almoço e porque está casado há 30 anos, etc.
Havia no entanto uma pequena réstia de esperança, uma infinitésima centelha de luz brilhava ainda, dizendo que tudo podia ainda não estar perdido, mas o Silva atirou-se para o chão na grande área e o jogo acabou por ser uma bela merda.

quinta-feira, dezembro 25, 2003

Entretanto o Durão Barroso está na televisão a discursar, a lareira por detrás dele, com um ar igualmente inteligente, está apagada.
Jesus nasceu há 2003 anos.
Parabéns Jesus, obrigado pelo vinho e pelo pão e desculpa lá aquela cena da crucificação...
Hoje é dia de Natal, e como vos posso constatar, estou a trabalhar.
Além do mais está um frio de rachar aqui dentro e o meu chefe não me deixa ligar o ar condicionado, para poupar na conta da electricidade.
Há bocado estiveram aqui três tipos a perguntar por ele.

quinta-feira, dezembro 11, 2003

(Tímida retoma de um fluxo de escrita já um pouco rarefeito:)
O mecânico onde levei o carro a fazer a revisão é, aparentemente, de confiança. Pelo menos os três Rolexes que me vendeu continuam a dar horas.

Esta semana um grupo de cientistas americanos descobriu que "os tímidos" têm 60% mais de possibilidade de morte prematura e inopinada. Mais uma vez, um enorme passo em frente para a humanidade e alguns passos de gigante atrás para aqueles ratinhos brancos muito queridos de laboratório.

domingo, novembro 23, 2003

Aqui no trabalho há um tipo que todos os dias me rouba o dinheiro para o almoço. Quando souberam disto os meus colegas aconselharam-me a falar com o chefe, eu ainda hesitei um pouco mas lá fui tentar resolver o assunto.
Fiquei sem o dinheiro para os transportes...
Hoje atravessei a rotunda do Marquês como normalmente o faço: como se não houvesse amanhã. Uma viatura da PSP com agentes da Polícia de Trânsito lá dentro ainda tentou balbuciar algo, mas logo a pura determinação com que encarei curvas e contra-curvas os convenceu de que não valeria a pena tentar partir no meu encalço. É que eu estava atrasado.

sábado, novembro 22, 2003

Às vezes penso que sofro de "road rage" numa das suas formas mais agudas, é então que reparo que é o botão do porta-moedas da minha carteira, que pressionado pelo meu glúteo direito tenta por todos os meios captar a minha atenção (e consegue). Mas que interesse é que isso tem?...
Voltei a ser despertado uma destas manhãs, desta vez por uma entidade largamente mais poderosa que o Criador. Era o Banco, como é óbvio também sabia que me tinha acordado e era só para dizer que, apesar de eu ainda não ter pedido, me queria dar dinheiro. Infelizmente eu teria de o devolver mais tarde, aí pela hora do lanche.

quinta-feira, outubro 23, 2003

Deus telefonou-me uma destas manhãs. Foi o nome dEle que iluminou o écrãn do meu telemovel. A Sua voz era cavernosa e como seria de esperar de uma entidade omnisciente, sabia que me tinha acordado.

domingo, outubro 19, 2003

7.º dia
-Descobri hoje que afinal o almoço tinha sido marcado para a minha casa. Apareceram 356 pessoas (trabalham aqui 23). Eu só tinha 2 ovos.
-O trabalho até não correu mal hoje (também, com os pulsos fracturados é um pouco difícil fazer alguma coisa).
-O meu novo chefe (o antigo foi preso preventivamente depois de subtilmente ter tentado introduzir um engenho explosivo de alta potência e com controlo à distância dentro do sapato do administrador) informou-me hoje que afinal só vou poder gozar alguma folga depois do euro 2004.
-Acho que vou desistir deste diário.

sábado, outubro 18, 2003

6.º dia
-cansaço, muito f. depois eu fal o - amanhã ainfa fenho que vir aqui.
-hoje fartei -m de tbarahlar. Muito trbarlaho muito tlabarho miuto...
-nõa psoso mais
-12
-o me u é o azul- sim, eu faço já.

sexta-feira, outubro 17, 2003

5.º dia
-Hoje para poupar algum dinheiro, decidi ir almoçar à cantina aqui do escritório. Acho que apanhei uma intoxicação alimentar, pelo menos isso explicaria a cor actual da minha pele e os dedos extra nas minhas mãos.
-O administrador veio cá hoje congratular-nos a todos pelo nosso "excelente trabalho", todos achámos que se tratou de um gesto bastante simpático, até o pessoal dos dois pisos por cima de nós, que infelizmente foi despedido na mesma ocasião.
-Vomitei em cima do G.
-Ainda faltam 2 dias até às minhas folgas e comecei a ter problemas em adormecer. No entanto não vou entrar já em pânico, é que bem vistas as coisas, o nível de ruído aqui também não é para brincadeiras.
-Vomitei em cima da L.

quinta-feira, outubro 16, 2003

4.º dia
-Hoje demorei 3 horas para estacionar. E quando finalmente o consegui, fi-lo em cima de um daqueles tipos de verde da Emel ("foi a única coisa de positivo que fizeste este ano", disse-me mais tarde a minha consciência).
-Como já esperava, a paciência e a tolerância, tão características em mim, começam progressivamente a dar de frosques.
-Alguém anda a fazer telefonemas ofegantes para a extensão da K. O namorado dela, o X., veio cá hoje falar connosco. Fiquei magoado com o facto de ninguém acreditar que eu tenho mesmo asma...
-O trabalho pelo menos corre bem, apesar dos monitores, que agora não funcionam mesmo.

quarta-feira, outubro 15, 2003

3.º dia:
-Hoje todos os meus colegas menos um faltaram por motivo de doença, pelo que todo o trabalho sobrou para mim.
-O único que apareceu foi o sr. A., que decidiu ligar o rádio para animar o escritório. Só é pena que seja surdo e não tenha reparado que o aparelho estava sintonizado na "rádio clínica", frequência que durante todo o dia rasgou a atmosfera com a "patologia e cura da hemorróida".
-A meio da tarde os monitores tailandeses deram o berro e passaram realmente a transmitir tudo em tailandês.
-Comecei a notar alguns tremores nas mãos e o sr. A. disse-me que gostava mesmo muito de amendoins, mais até do que seria catolicamente aceitável.
-Hoje não vou dar boleia ao sr. A.

terça-feira, outubro 14, 2003

Esta semana tal como em algumas outras, vou trabalhar 7 dias. Neste momento decorre o 2.º desses 7.
Vou iniciar aqui e agora (com 1 dia de atraso) um diário cujo interesse filosófico-científico possa por muitos anos rivalizar com os mais consagrados estudos alguma vez realizados a propósito das relações laborais (como por exemplo aqueles publicados por Karl Marx ou Scott Adams).

1.º dia: Como já disse, esqueci-me de começar este diário ontem, mas acho que não é muito grave uma vez que também não aconteceu nada de especial.
-O pessoal aqui da sala combinou uma almoçarada para domingo. Eu levo a minha especialidade: ovos "scrambled".

2.º dia:
-Como sempre, passei o dia todo a olhar para um monitor fabricado na Tailândia.
-O meu chefe pediu-me 8 vezes para lhe ir buscar café. Mesmo depois de a máquina ter avariado, também tive que lhe emprestar dinheiro para o táxi (ele mora no Bombarral).
-O dinheiro para este mês vai dar à justa.
-Ainda não houve sinal das minhas terríveis dores de cabeça, nem sequer das vozes. Acho que estou curado.
-A K. é a rapariga mais gira aqui do trabalho. Hoje tive uma oportunidade de a convidar para jantar, mas o elevador chegou ao 20.º piso e ela saiu, descontactando o seu salto alto do meu dedo grande do pé direito (aquele da unha encravada).

domingo, outubro 05, 2003

Será possível imaginar um mundo em paz?
Sem ódios ou invejas a separar os povos? Um mundo despoluído de arrogância, de ignorância e de tunas? Será possível fazê-lo sem plagiar John Lennon? E se não for, poderemos ser processados? E o julgamento, será rápido? E o Eusébio, terá marcado aqueles golos todos mesmo? E se o fez, será que foi de propósito?

sábado, outubro 04, 2003

Veneza, também conhecida pelo mundo como a Aveiro italiana, tem um encanto que nem simpáticas senhoras idosas com uma congestão tripla sentadas ao nosso lado conseguem quebrar. O chão fica um pouco menos limpo, ou não fossem as suas golfadas de um tom púrpura bem vivo.
Os italianos são uns tipos estranhos. Até podemos passar com o carro por cima deles e das suas scooters o número de vezes que for preciso para os deixar feitos numa papa, que nem por isso perdem a compostura, mas tentem dirigir algum comentário menos simpático ao gel que usam no cabelo que vão ver!
É já exemplo deste temperamento e desta preocupação com a imagem, o sucedido a Nero, minutos antes do ateamento do devastador incêndio de Roma: um seu general ter-se-á recusado a emprestar-lhe um bâton com brilhantezinhos que era o sucesso de qualquer orgia.

quarta-feira, outubro 01, 2003

Se não contarmos com aquele leitor em Berlim, este blog passa perfeitamente despercebido. Obrigado, Manel.
Olha, o carro que aluguei acabou por estar envolvido em 13 acidentes rodoviários e 1 capotanço num parque de estacionamento. Como podes concluir de uma forma muito fácil, o tom da minha voz subiu algumas oitavas, aí umas trezentas.

sábado, setembro 13, 2003

Mais...

4- Qual a relação entre Lili Caneças e o Batatinha (além de ambos usarem toneladas de maquilhagem)? Porque nunca foram vistos juntos?

5- Porque é que as vagas de calor coincidem sempre com as férias escolares e com o periodo em que as pessoas usam roupas mais leves?
Os incêndios já tinham passado, prometeu-se que para o ano as coisas correriam muito melhor, ou não tão mal. Está tudo a arder outra vez.

A União de Leiria, jogando com menos 1 conseguiu empatar. Já está a levar 3.

A pior coisa do mundo é a desilusão, se não contarmos com o Manuel Luís Goucha a cantar. A completa falta de ilusões também não é pêra doce.
Vou associar-me à  onda de suspeição geral e vou passar a deixar aqui também, para o bem da verdade, perguntas possivelmente embaraçosas para os poderes instituidos.

1- Que é feito do Companhia? Porque será que os sapatos do Batatinha têm aumentado cada vez mais de tamanho nos últimos tempos?

2- Em que país oriental foi manufacturado o nariz do Companhia, e que substância trazia no interior?

3- Os irmãos Cardinali têm alguma irmã? E se tiverem, será que é gira?

Mais se seguirão...
Vou de férias, não posso dizer para onde porque, caso não saibam, a minha cabeça está a prémio. Tudo o que posso adiantar é que vou alugar um carro a um tipo chamado Guido Callabrese, e como garantia tive que assinar um contrato no qual me comprometo a prescindir do testículo esquerdo, caso a viatura apresente o menor sinal de uso no final do periodo de aluguer.

quinta-feira, setembro 11, 2003

E o que é que mudou no mundo em dois anos?
O Artur Jorge cortou o bigode. Só isso,
nada de muito mais significativo, é pena,
ele ficava melhor de bigode.
Panquecas
 
Ingredientes:
2 copos de leite
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento
2 ovos inteiros
Sal qb
1 colher (sobremesa) de margarina derretida
 
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador.
Frite porções de massa numa frigideira untada.
(desconfio que o segredo para uma boa panqueca,
está na substância usada para untar a frigideira)

quarta-feira, setembro 10, 2003

"Vem aí mais uma vaga de calor!!" Gritam os telejornais em uníssono. "...e incêndios!!" acrescentam. "Ah é??..." Diria eu a esfregar as mãos se fosse incendiário. Em vez disso digo "Ah é?..." a esfregar as têmporas imaginando-me amanhã no meio do trânsito à procura de um lugarzito para estacionar.

segunda-feira, setembro 08, 2003

Quase que arranjavam um emprego ao Humberto, em vez disso arranjaram-lhe um trabalho, que não é bem a mesma coisa, mas mesmo assim já é melhor que nada. Não percam a inauguração do meu próximo blogue: "Arranjem-me uma ilha no Pacífico".
Já passou algum tempo desde o meu último post. Como alguns de vós podem ter adivinhado, os cobradores do Stanley apanharam-me mesmo. É curioso como parecem minúsculas e microscópicas estas pecinhas de plástico que compõem o teclado quando temos os dedos todos engessados. Ironicamente, a mesma dificuldade sentida quando das tentativas de actualização deste "jobforHumberto" serviu para a cura definitiva do meu slotmachinevício.

terça-feira, agosto 19, 2003

Ultimamente o George Bush
tem-me enviado mensagens pessoais, é verdade!
parece que este blog
faz parte dos seus hábitos diários de leitura, é verdade!
parece que ele sabe ler.
Sim tudo bem, esta última foi um pouco baixa,
deve ser o "tradicional anti-americanismo" a falar,
será que sou ventriloquo?

sexta-feira, agosto 15, 2003

Briefing para uma campanha publicitária:

"É assim, os gajos são bué da malucos, mas sem ser clinicamente tás a ver? E depois aparecem montes da gajas e ouve-se uma música super da baril, e os gajos e as gajas fazem cenas muita doidas e divertidas. E depois aparecem mais gajos e mais gajas, e é uma festa tás a ver, é a festa dos gajos e ________* também é bué da baril porque os gajos e as gajas também são, tás a ver."

*Sobre o underline escreve-se o nome do produto.
Hoje ia levando com um camião em cima, e assim que cheguei ao trabalho percebi imediatamente que afinal, não tinha tido sorte nenhuma. Ainda por cima ontem perdi uma fortuna no casino e dei cabo das costas a ouvir "música de ir morrer longe". Talvez o pesado de mercadorias tivesse sido a minha melhor hipótese, é que ouvi falar que os cobradores do Stanley não são nada meiguinhos e ao pé deles o King Kong parece a Cheeta e o Tarzan parece a Jane.

sexta-feira, agosto 08, 2003

E eis que outra dúvida brutal surge para atormentar a minha existência:
o que é um lemure?
Pensamento do dia:
A não ser que o caso envolva boysbands, apresentadores de TV ou os meus vizinhos do 5.º esquerdo, a desgraça alheia não serve de consolo aos nossos próprios males.

quinta-feira, agosto 07, 2003

Pessoal, o Humberto está quase a regressar das suas férias na Polinésia Francesa e continua sem emprego. Ele gostaria de trabalhar na área da restauração, mas tendo em conta a crise que se faz sentir, não desdenharia uma posiçãozita como designer gráfico em qualquer agenciazita multinacional. Enviem imediatamente esta mensagem a todos os vossos amigos e ajudem-me a ajudá-lo. Eu sei que muitas pessoas não crêem no poder das "chainletters", e acreditem que não vos quero de modo algum ameaçar, mas a verdade é que um rapaz que vivia no México, ignorou certa vez uma destas mensagens e acordou no dia seguinte seleccionado para participar no BigBrother.

terça-feira, agosto 05, 2003

Os iraquianos são um pouco estranhos. Enterraram no meio do deserto uma catrefada de aviões militares numa tentativa desesperada de não os verem destruidos pelo exército invasor, deixaram no entanto (talvez para que os pudessem encontrar mais tarde) as caudas dos ditos despreocupadamente descobertas, apontando fálica e orgulhosamente para o céu. Talvez a polícia do mundo livre deva procurar uma pontinha de bigode preto a espreitar para fora de uma bilha ou de uma sandes de cous cous para encontrar Saddam.

sexta-feira, agosto 01, 2003

Gostava de ter o dom da premonição (muitas teriam sido as entrevistas de emprego às quais me teria escusado a ir), em vez desse tenho o da previsibilidade.
O famoso astrólogo já teria adivinhado afinal, outras situações eventualmente perigosas para a sua integridade física e/ou mental:
a 7 Julho terá tido o pressentimento de que se saísse à rua escorregaria numa casca de banana, nesse dia não sairia de casa; a 10 e 12 do mesmo mês enquanto fritava ovos pela manhã, teria previsto que a electricidade iria faltar durante a tarde do dia 14, além disso algo o fez acreditar que não seria capaz de voltar a acertar o despertador electrónico, pelo que terá desmarcado todos os compromissos para a manhã do dia 15.
Júlio Silva, Presidente do "Movimento de Fátima a Concelho" comenta o veto do Presidente da República:
"Este Presidente fica na história como o Presidente que vetou a elevação de Fátima a concelho"
Também não é preciso ser tão duro.